O líquido cefalorraqueano (LCR), comumente chamado de líquor, se encontra no nosso Sistema Nervoso Central (SNC), ou seja, no cérebro e na medula espinhal. Sua principal função é proteger mecanicamente o tecido cerebral, mas também atua como lubrificante natural, realiza a coleta de resíduos e está envolvido na circulação de nutrientes.

O aspecto do líquor é de um líquido límpido e cristalino, como água de rocha.

Ele é produzido dentro dos ventrículos cerebrais e circula num espaço chamado sub-aracnóide, que fica entre meninges (membranas que recobrem o sistema nervoso central).

 

 
 
 
O líquor é reabsorvido por estruturas especializadas deste próprio espaço. A coleta e análise do líquor são indicadas no auxílio do diagnóstico de doenças que acometam direta ou indiretamente o sistema nervoso central. As doenças podem ser infecciosas, degenerativas ou neoplásicas, e temos como exemplo, a meningite, esclerose múltipla, leucemia, entre outras. A punção liquórica também pode ser um método auxiliar útil no tratamento de algumas patologias (ex: aplicação de quimioterápicos).

De acordo com as diferentes doenças, as características do líquor se alteram. Ele pode apresentar-se opalescente ou turvo pela presença ou aumento do número de bactérias, fungos, hemácias e leucócitos. O surgimento de cor pode ser resultante da presença de bilirrubina, hemácias, hemoglobina, leucócitos ou proteínas.

Médicos especialistas devem atuar na coleta (punção) para evitar ao máximo, algum tipo desconforto para o paciente e também para coordenar a aplicação de técnicas adequadas de análise e investigação laboratorial.

Não raramente, é o médico especialista em líquido cefalorraqueano que auxiliará o médico assistente do paciente na correta interpretação dos achados.